O DIA EM QUE O RIO CORREU PARA TRÁS: testemunhos de sobreviventes do desastre do rio Doce pelo jornal A Sirene

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“O DIA EM QUE O RIO CORREU PARA TRÁS”: testemunhos de sobreviventes do desastre do rio Doce pelo jornal A Sirene

Maria Cecilia Alvarenga

1ª edição - 2025

ISBN 978-65-85936-83-5

 

Em “O dia em que o rio correu para trás" Maria Cecília Alvarenga olhou para os lados e registrou o registro (ou o testemunho) dos sobreviventes do desastre do rio Doce, cuja jornada parece sem fim. Deixando um artefato importante para a justiça memorial, ela reorganiza falas e sentidos e escancara a produção da invisibilidade do desastre, dos sem rosto, anônimos que morrem ou padecem vítimas de um progresso em si catastrófico. Ao mesmo tempo, aponta o direito de dizer e o direito de entender como premissas para a centralidade do atingido, a quem cabe contar essa história e decidir sobre a reparação do reparável e a memória do irreparável. Para os estudiosos de desastres, a obra consiste em uma transgressão necessária, um repensar sobre quem fala e quem deve ser escutado na era das catástrofes. Para os estudiosos de processo, um subsídio necessário para se repensar o direito à participação, o
valor do testemunho e o papel do processo nessa era. Para os atingidos, esperançosamente, um tributo e uma arma nessa catástrofe-guerra que eles infelizmente seguem lutando até hoje.
Professora da FGV Direito SP. Foi pesquisadora do Projeto Rio Doce, na FGV, relativo ao desastre da Samarco. Doutora em Direito Processual pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

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